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Editore: LetteraVentidue
Reparto: Architettura
ISBN: 9791256441259
Data di pubblicazione: 12/11/2025
Numero pagine: 164
Collana: Alleli/Projects
Projetar uma igreja é um ato de arquitetura: construir uma arquitetura é, analogamente, um ato de fé. Além disso, projetar uma igreja implica uma profunda adesão aos seus significados simbólicos, semânticos e morfológicos, a fim de interpretar os ritos litúrgicos de forma mais completa, por meio de códigos arquitetônicos. A igreja de Sant'Anna em Jundiaí, no estado de São Paulo, Brasil, é um testemunho exemplar de como a arquitetura sacra contemporânea ainda pode lidar com os temas profundos da tradição eclesiástica, da liturgia e da espiritualidade, ao mesmo tempo em que usa as linguagens construtivas e formais da modernidade. Projetada pelos arquitetos italianos Emilio Faroldi e Maria Pilar Vettori, a obra se destaca por sua capacidade de traduzir de forma arquitetônica a complexidade do lugar sagrado, entendido como um espaço onde o humano encontra o divino, e como um lugar de agregação e participação comunitária, um ponto de referência para toda uma comunidade. Uma realidade de fronteira, caracterizada pela presença de um orfanato dedicado a tirar as crianças das ruas e proporcionar-lhes uma oportunidade de felicidade: uma realidade que ainda hoje pode ser vista na Comunidade de Sant'Anna, Paróquia São João Bosco, Diocese de Jundiaí. Em um contexto cultural e geográfico muito distante de suas raízes europeias, a igreja pretende manter viva a tensão entre memória e inovação, evitando a retórica fácil da tradição, bem como a abstração forçosamente secularizada de uma certa arquitetura moderna. A relação entre os espaços sagrado e profano, entre o interior e o exterior, entre a figura e a paisagem é confiada a uma expressão linguística composta por volumes limpos, materiais maciços, onde o tijolo aparente se torna um elemento semântico e construtivo, capaz de dar ao edifício uma sensação de permanência, enraizamento e pertencimento ao local. A obra é gerada a partir de uma reinterpretação rigorosa, tanto na planta baixa quanto em elevação, da cruz latina, não como um simples símbolo gráfico ou decorativo, mas como um princípio gerador do espaço. Um envoltório de alvenaria definido por uma alternância inteligente de sólidos e vazios, de superfícies compactas e aberturas luminosas, que geram superfícies vivas e articuladas, capazes de mudar de acordo com a transformação dinâmica da luz. A materialidade assume um significado que vai além da matéria pura, tornando-se a memória de uma antiga tradição de construção e, ao mesmo tempo, o sinal de uma arquitetura que não pretende renunciar ao diálogo com o contexto, o horizonte, a história. Projetar uma igreja significa definir um espaço que, como sagrado, é diferente de qualquer outro espaço arquitetônico, pois nunca identifica simplesmente um vazio. Sua atmosfera e sua tensão revelam a presença que constitui sua origem e seu propósito. Uma arquitetura do mistério que, precisamente em seu diálogo com o lugar, as pessoas, o absoluto, encontra suas razões de ser.
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